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ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA SITUAÇÕES COMUNS DE DÚVIDA NO USO DO MÉTODO TOR-TOM

Contribuições do Curso Avançado do MÉTODO TOR-TOM (10/4/2008)

Profissionais de alta experiência com o uso do MÉTODO TOR-TOM estiveram em Belo Horizonte para se aprofundar no uso do Método. A seguir, o relatório das principais situações de dúvida e/ou dificuldade trazidas pelos mesmos e a orientação para o uso correto.

(Para a finalidade didática, o relato a seguir foi colocado na ordem de análise: ou seja, primeiro questões relacionadas à TOR, depois questões relacionadas aos diversos fatores da TOM e finalmente às conclusões e utilizações do Método TOR-TOM)
Os questionamentos foram debatidos. A parte referente à conclusão aparece em azul.

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER CONSIDERADO COMO PAUSA REGULAR?
Dúvida: Como definir as pausas regulares, por exemplo, em situações em que os operadores fazem a auto-definição de pausas (trabalho individual, não interdependente)

  • Contribuição 1 (C1): Não se pode considerar a situação de máquinas que quebram e depois o trabalhador tem que correr para compensar a produção.
  • C2: Considerar, desde que o tempo que o trabalhador tira de pausa, não implique em sobrecarga posterior ou anterior.
  • C3: se estiver embutido no programa de gestão da produtividade, ou seja, se houver o tempo previsto na previsão de produção.

Conclusão:

  • Considerar como pausas regulares, desde que o tempo que o trabalhador tira de pausa não implique em sobrecarga posterior ou anterior à mesma.
  • Cronometrar baseado em amostragem de alguns dias – até que fique redundante.
  • Não considerar baseado no plano de produtividade.
  • Se tiver o coringa, considerar como pausa, desde que não haja sobrecarga para o trabalhador antes, durante ou depois da pausa; tampouco pode haver sobrecarga para os demais membros da equipe.

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER CONSIDERADO COMO ATIVIDADE DE BAIXA EXIGÊNCIA ERGONÔMICA?
Dúvida: Como caracterizar o que pode e o que não pode ser considerado como atividade de baixa exigência ergonômica?

  • C1: Tudo o que faz não ligado ao ciclo propriamente dito; desde que sem risco ergonômico; tem que acontecer num tempo razoável; não pode ser instantâneo.
  • C2: Concorda que não pode ser parte do ciclo.
  • Hudson de Araújo Couto (HAC): Se considerar ações técnicas do ciclo, seria sofisma técnico, pois no próprio método de cálculo de cada um dos fatores, já há uma redução na gravidade com que o mesmo é penalizado quando há alívios durante o ciclo.
  • C4: Deve ser computada como atividade de baixa exigência aquela situação que pudesse ser considerado quase como um tempo para recuperação de fadiga; não exige esforço importante e que estaria compensando; fora do ciclo não tem dúvida; dentro do ciclo, há inúmeras dúvidas.

Conclusão:
Para ser considerada como atividade de baixa exigência, a atividade:

  • (1) Não faz parte do ciclo; pois tudo o que faz parte do ciclo já é considerado na ponderação dos diversos fatores.
  • (2) Não pode ser de risco ergonômico, independente da parte do corpo.
  • (3) É uma situação em que o analista percebe alívio da exigência do trabalho.

COMO DISTINGUIR PAUSA CURTÍSSIMA DE ATIVIDADE DE BAIXA EXIGÊNCIA ERGONÔMICA?
Dúvida: Tempo em que o trabalhador espera o material; anda um pouco para pegar material mais leve. Como distinguir pausa curtíssima de atividade de baixa exigência ergonômica?

  • C1: Nos cursos de TOR-TOM que tem ministrado, as pessoas confundem pausas curtíssimas com atividades de baixo impacto; para TOR não há problema nenhum porque não haverá resultado, mas na TOM pode haver mudança, pois a pausa curtíssima, conforme sua magnitude, reduz o peso do Fator Repetitividade.

Conclusão:

  • O tempo de espera por conta da atuação da máquina é pausa curtíssima.
  • Se estiver fazendo alguma coisa durante o tempo de espera da máquina, dentro do ciclo, não considerar, pois já estará ponderado pelos alívios dos diversos fatores.

QUANDO UM TRABALHADOR ACELERA E CONSEGUE FAZER UMA PAUSA CURTÍSSIMA: DEVE SER CONSIDERADO OU NÃO ?

Dúvida: Pausas curtíssimas; às vezes acontece, às vezes não; quando depende da performance de cada um, como considerar?

  • C1: Não considerar.
  • C2: Já aconteceu durante uma análise; o trabalhador acelerou; depende, você pode orientar a pessoa para trabalhar no ritmo normal; não considerar se a pessoa está acelerando o ritmo.
  • C3: Somente considerar se o processo permite isso; e não o defeito, intercorrência do processo ou ritmo do operador; não pode ser um tempo criado pelo operador, por ritmo próprio ou por algum interesse do mesmo.
  • C4: Tem situação em que entre uma peça e outra há um tempo de 2 segundos; acha que não dá para recuperar; Rogério completa: é porque ela não está relaxada, está na expectativa de uma peça.
  • C4: Qual é a diferença entre 2 e 3 segundos?

Conclusão:

  • Conceito: pausa curtíssima é inatividade, pelo processo, independente de ser 2 segundos, dentro do ciclo; não pode ser de trabalho mental, pois segundo a lógica de Métodos e Tempos, trabalho mental é ação técnica.
  • Não considerar se é criado pelo trabalhador mais esperto e não pode ser reproduzido por trabalhadores comuns. Tampouco considerar se foi decorrente de defeitos ou intercorrências do processo.

GINÁSTICA LABORAL 3 VEZES POR SEMANA PODE CONTAR PARA REDUZIR A TOR?
Dúvida - Ginástica laboral ministrada duas a três vezes por semana só; considera ou não?

  • C1: Não.
  • C2: A referência do setup a cada 3 dias; poderia utilizar o mesmo princípio.
  • C3: O sistema não enxerga.
  • C4: Consideraria nos mecanismos de regulação, mas não como pausas regulares.
  • C5: Não se lembra se estabelece o mínimo de minutos da ginástica laboral; o impacto positivo teria que ser 30 minutos? Ou 15 minutos, 3 vezes por semana; (fez questionamento técnico ao pessoal da universidade de Sergipe); a resposta foi em termos de 15 minutos como mínimo para se obter um resultado positivo.

Conclusão:

  • Utilizar o mesmo princípio do setup e da manutenção freqüente, definidos no método TOR-TOM (se for 15 minutos a cada 3 dias, lançar 5 minutos por dia). Fazer a média.
  • Avaliar cuidadosamente a qualidade da ginástica laboral.
  • Avaliar cuidadosamente a periodicidade realmente cumprida.
  • A real eficácia da ginástica laboral em termos de tempo, tipo de exercício e periodicidade é assunto ainda em aberto na Ciência.

OUTRAS QUESTÕES RELACIONADAS À REDUÇÃO DA TOR
Dúvida: Ginástica laboral fora do horário do turno de trabalho; pode ser considerada na redução da TOR?

  • Não; considerar em mecanismos de regulação, e não em pausas regulares.

A EXPOSIÇÃO DO TRABALHADOR PRATICADA NO TOR-TOM É PARA JORNADA DE 480 MINUTOS. E QUANDO A JORNADA É DE 528 MINUTOS?

Dúvida: Normalmente pratica-se jornada de 528 minutos para não trabalhar aos sábados. Pode ser equiparado aos 480? Seria considerado hora extra regular e sobre-exposição?

  • C1: Considera como jornada normal, embora não saiba qual é a influência ergonômica de 8h ou 8 horas e 48 minutos.
  • C2: Considera como jornada normal, mas considerar essa diferença (48 minutos a mais) como grau de dificuldade.
  • C3: Mas para o cálculo da TOR, escrever 528 minutos.
  • C4: Percebe que depois que passaram a trabalhar 528 minutos algumas pessoas queixam-se mais de fadiga.

Conclusão:

  • O TOR-TOM foi todo estruturado para jornada normal (480 minutos).
  • É legítimo considerá-lo para jornadas de 528 minutos, desde que não se trabalhe no sábado, embora se saiba que jornadas maiores do que 480 minutos impliquem em fadiga e até mesmo em aumento na incidência de transtornos; isso porque há tendências conflitantes da própria natureza humana e, embora os fatores epidemiológico e fisiológico induzam para reduzir a jornada a 480 minutos/dia e jornada de 4 horas no sábado, o fator psicofísico induz para jornadas de 528 minutos de segunda a sexta, não trabalhando no sábado.
  • Quando, além da jornada de 528 minutos de segunda a sexta houver costumeiramente horas extras no sábado, deve-se penalizar como grau de dificuldade, e não aceitar a ponderação da TOM para mais.

FATOR REPETITIVIDADE

COMO CARACTERIZAR QUE UMA TAREFA É DIVERSIFICADA OU NÃO? (observe que essa caracterização costuma fazer muita diferença no valor do FR-fator repetitividade)

Dúvida: Ciclos completos ou não; tarefas diversificadas ou não? Como considerar?

  • C1: Algumas situações são claras ou outras são difíceis; o critério básico é que quando o trabalho pode ser decomposto para duas pessoas, deve ser classificado como diversificado.  Mas mesmo aí ocasionalmente há diferenças.
  • C2: Dentro da mesma célula, duas ou três funções diferentes; seria diversificado?
  • C3: Fica bastante claro quando é nada diversificado e quando é bastante diversificado; a linha de conduta é fazer FR como não diversificado e repetir como diversificado; a diferença costuma ser muito pequena.
  • C4 – Tem feito pelas duas formas, mas tem encontrado 5% ou 9% o que é uma grande diferença.

Conclusão:

  • Critério básico simples: a tarefa pode ser decomposta para duas pessoas? Se sim, é diversificado; se não, em princípio não é; mas cuidado.
  • Critério aprofundado: ações técnicas diferentes; alcançar, pegar, mover (tem que ser agrupado pelo verbo em inglês to fetch), pré-posicionar, montagem de superfície, montagem mecânica, usar, soltar, processo mental.
  • Na dúvida, fazer das duas formas e considerar o FR maior.

FATOR REPETITIVIDADE – SUPER-AVALIAÇÃO DE RISCO EM DETERMINADA SITUAÇÃO E SUB-AVALIAÇÃO EM OUTRA
Dúvida: Repetitividade: ações técnicas ou peças produzidas? Há situações em que produz 600-700 peças por turno, porém com muitas ações técnicas.

  • Como considerar ações técnicas lentas, que não seriam bem repetitividade?
  • Há situações em que se produz 2000 peças por turno e FR é 9; há outras situações que produz 300 peças e o FR também é 9. Sugestão: análise por ações técnicas e não pela quantidade de peças.
  • Há ainda situação em que a magnitude da pausa curtíssima é maior que 15%, porém o ciclo é muito curto (11 segundos) e o FR é zero, quando percebe-se que não poderia ser zero.

Conclusão:

  • O tema foi muito debatido e chegou-se à conclusão que a lógica do fator repetitividade deve ser mudada, visando se ajustar melhor às duas situações trazidas pelo pessoal da empresa têxtil.

FATOR FORÇA – COMO CARACTERIZAR CORRETAMENTE?
Dúvida- FF- como caracterizar? Quando o esforço é supra-máximo ou extremo, não há dificuldade; a dificuldade é daí para baixo, ou seja, como caracterizar esforço muito intenso, intenso, nítido ou algum esforço?

  • C1: Percebe mudança na expressão facial relacionada a situações difíceis, não necessariamente de força.
  • C2: Idem, em situações em que se prevê o esforço; ou um sofrimento (como no caso de estar na cadeira do dentista, imediatamente antes da intervenção do mesmo, ou ao ter que tomar uma injeção).
  • HAC: Mudança na expressão facial é indicador de esforço muito intenso. Há um erro na concepção. Assim, o correto dizer é: esforço muito intenso é quando há mudança na expressão facial; esforço intenso é quando há ajuda do tronco ou outros grupamentos musculares.

Conclusão:

  • Considerar: Esforço muito intenso – quando há mudança na expressão facial; esforço intenso – quando há a utilização do tronco ou de outros grupamentos musculares para ajudar no esforço.
  • A entrada na lógica do sistema vai ser ESFORÇO NÍTIDO, que será confirmado ou negado.
  • Desaparece o segundo esforço – o fato de se trabalhar com dois esforços só complicou.
  • Há um erro no software no PERCEBE-SE ALGUM ESFORÇO – está trocando a penalização – 2 para 3%.

COMO INTERPRETAR QUANDO HÁ DOIS ESFORÇOS PRINCIPAIS?
Dúvida: Pessoas sentem dificuldade quando encontram dois esforços principais: como fazer no FF, no FP e no FEE?

  • Hudson – terá aparecido confusão com FEE

Conclusão:

  • Será sempre pelo principal.
  • No software prever a entrada de todas as posturas ruins, para testar a melhoria ergonômica.

FATOR PESO MOVIMENTADO (FPM)
MUITAS VEZES EXISTE MOVIMENTAÇÃO DE PESOS DIFERENTES: COMO CONSIDERAR?
Dúvida: Manipulação de peso – pegar ou depositar em pallets; alturas diferentes no pallet; como e quanto tempo considerar? A pior situação? Aquela de mais tempo?

  • Outra situação: quando existem dois pesos; por exemplo, peso do pacote de peças e outro da peça propriamente dita.
  • C1: Considera pelo pior caso porque é de difícil ponderação.
  • C2: Idem.
  • C3: Quando for possível ponderar, deveria ser possível.

Conclusão:

  • O software deveria permitir a ponderação
  • O usuário é que vai definir se é possível ou não ponderar; se não for possível, considerar pela pior situação.

QUANDO CLASSIFICAR UM ESFORÇO EM FATOR FORÇA (FF) OU EM FATOR PESO MOVIMENTADO (FPM)?
Dúvida: Algumas pessoas tendem a considerar a manipulação de peças pesadas, além do FPM, colocam no FF.

Conclusão:

  • Se usou FPM, não penalizar outra vez no Fator Força para a mesma ação técnica.

FEE (FATOR ESFORÇO ESTÁTICO)

COMO CARACTERIZAR DEVIDAMENTE A INTENSIDADE DO FATOR ESFORÇO ESTÁTICO?

  • C1: Sugeriu o termo FPE (Fator Postura Estática); Hudson esclareceu por que se deve continuar o usando o termo FEE (Fator Esforço Estático).
  • C2: Há dúvida de a partir de quanto considera?
  • C3: Se está parado mais que 50% do ciclo, mesmo que esteja sem desvio.
  • C4: Isso seria estar inativo
  • C5: Não considerou em call-center, pois as condições de mobiliário são muito boas.
  • C6: Em computador, várias pequenas contrações estáticas simultâneas.
  • C7: A proposição de que seja mais que 50% - e nos ciclos muito grandes e que a porcentagem é menor que 50%? Deveria falar em tempo mínimo.
  • C8: Diversos: e se a pessoa, ao invés de classificar o encontrado em FP classificar em FEE? Ou o contrário? Hudson esclareceu que, em qualquer das duas situações, a penalização será a mesma.
  • C9: Sugere o termo CONTRAÇÃO SUSTENTADA ou MANTIDA.

Conclusão:

  • Será feita mudança na entrada no software no sentido de facilitar a contabilização desse fator. (Não é no livro).
  • Como caracterizar melhor a intensidade do esforço estático.

FATOR CARGA MENTAL – COMO ESTABELECER?
Dúvida -Carga mental; como estabelecer? No call-center que acompanha, há dias em que há regularidade e portanto a exigência é menor; quando há grandes problemas, a carga mental é maior.

  • HAC: Situações eventuais não são consideradas.
  • C1: De início tiveram alguma dificuldade; quanto à qualidade no trabalho e cobrança de produção; atualmente está considerando cobrança de produção em todas as análises, porque existe.
  • C2: Talvez fosse interessante colocar a variação no trabalho de atendimento a público.
  • C3: Procura fazer a diferenciação considerando quantitativa – tipos de serviços – monotonia é quando não muda o tipo de exigência - mas dá também carga mental pela quantidade de coisas ao longo do dia; o rodízio é interessante nesse sentido.

Conclusão:

  • Qualidade normal não considerar.
  • Produção empurrada ou por metas ao final do dia – considerar, mesmo que tenha tempo pago para isso.
  • A possibilidade de variar segundo a época, segundo a demanda e mesmo numa mesma área segundo os diversos tipos de tarefa.

GRAUS DE DIFICULDADE

QUANDO ACEITAR E QUANDO NÃO ACEITAR A PONDERAÇÃO DA TOM ?
Dúvida : Os usuários do TOR-TOM costumam confundir graus de dificuldade e mecanismos de regulação; acham que é tolerância e não como uma ponderação.

Conclusão:

  • Hudson passou um modelo que já vem desenvolvendo numa empresa que usa o Método TOR-TOM há algum tempo, de orientação sobre quando aceitar e quando não aceitar a ponderação da TOM. Ver a seguir:

Pontos importantes para aceitar a ponderação para mais (aumentando a TOM e 5%):

  • Rodízio eficiente – ações técnicas diferentes.
  • Posturas de trabalho diferentes, especialmente se alterna posição sentada com posição de pé.
  • A posição de rodízio é feita com uma tarefa em que não existe a exigência ergonômica importante encontrada.
  • Verificar com o trabalhador o que ele pensa dos mecanismos de regulação; verificar se o revezamento efetivamente reduziu o impacto do fator crítico (físico ou mental).
  • Há a utilização de técnica operacional que permite ao trabalhador executar a atividade com menor esforço.
  • O rodízio ocorre entre uma atividade em que o TOR-TOM é alto com outra em que o TOR-TOM é menor do que 0.
  • Quando o fator crítico detectado numa tarefa (força, postura, peso movimentado, esforço estático, repetitividade, carga mental) não existe na outra tarefa de rodízio.

Pontos importantes para não aceitar a ponderação para mais (ou até mesmo reduzir a TOM em 5%):

  • Rodízio não eficiente.
  • Trabalha de pé numa tarefa, trabalha de pé também na outra.
  • Trabalha sentado em postura estática numa tarefa, idem na outra.
  • Faz rodízio entre duas tarefas de Índice TOR-TOM maior que 5.
  • Quando um fator importante detectado no TOR-TOM se repete na função de rodízio.

 

COMO DEFINIR SE A ATIVIDADE É APERTADA OU NAO? COMO CARACTERIZAR?
Dúvida: como analista de tempos e métodos, há treinamento e reciclagem para o que é o movimento em 100%; mas é subjetivo e tem que ser treinado para isso

  • C1: além do treino do ritmo, saber do operador se está apertado ou não
  • Hudson: ver a filmagem da atividade– o que parece?

Conclusão:

  • Forma privilegiada de avaliar: estudo de ritmo pelo pessoal de métodos e tempos.
  • Se não for possível, ver o filme da atividade: o que parece? Slow motion, speed motion ou normal?

TOR-TOM E RODÍZIO
É sabido que o TOR-TOM foi planejado para fazer a análise de um posto de trabalho e não do rodízio.Como fazer a análise das situações em que efetivamente há rodízio? Qual é o impacto de trabalhos distintos durante a jornada na TOR?

  • C1: Uma forma de avaliar a eficácia do rodízio seria considerar a operação de rodízio como de baixa exigência ergonômica para ver se valida o rodízio.
  • C2: A sugestão é: fazer TOR-TOM por posto de trabalho e também pelo dia do trabalhador; (“avaliar não só o coqueiro, mas também o desempenho do macaco que sobre no coqueiro”).
  • C3: Faz o TOR-TOM por posto e verifica se o segundo é/não é atividade de baixo impacto para aquele posto; faz a média ponderada; para saber se no conjunto o trabalhador está abaixo.
  • C4: Faz por posto e depois sugere – na escolha do posto de rodízio: (a) diferenciado nas exigências ergonômicas – por exemplo, abdução do braço com rodízio em ausência de abdução; (b) idem peso movimentado; (c) idem em força; (d) idem em carga mental; (e) idem trabalho sentado e de pé; (f) idem, exigência da coluna ou não; (g) trabalhos muito rápidos com outros mais lentos; não dá para aplicar o critério em repetitividade e postura estática; até o limite de + 5.
  • C5: Há situações de TOR-TOM> 10. Duas interpretações: o rodízio é sempre benéfico; não sendo movimentos similares, ok. A dificuldade é setores com tarefas muito similares. Tem feito: no primeiro momento resolver os problemas de engenharia (força, postura). Deixa a repetitividade. Tenta escolher o que tem exigência biomecânica diferente, mas nem sempre é possível.  Tentaram fazer ao longo da linha inteira; um dos argumentos contrários é o tempo perdido; hoje sabe que o rodízio não precisa ser tão freqüente (2h, 2h30min), relacionado com as pausas normais, de café, de banheiro. Evitar rodízios muito freqüentes. O problema básico é a falta de treinamento.
  • C6: não só mudança postural, mas também mudança de tempo, equipamentos mais lentos.
  • C7: Tem também dificuldade de fazer rodízio em atividades diferentes.

 
Conclusão:

  • O TOR-TOM é por posto de trabalho.
  • Desenvolver a lógica da interpretação do rodízio.
  • Rodízio OK – sem dúvida na situaçao em que o rodízio for de TOR> TOM com TOR< TOM.
  • Quando TOR> TOM até 5, aceitar rodízio como eficaz nas seguintes situações:

(a) diferenciado nas exigências ergonômicas – por exemplo, abdução do braço com rodízio em ausência de abdução;
(b) idem peso movimentado;
(c) idem em força;
(d) idem em carga mental;
(e) idem trabalho sentado e de pé;
(f) idem, exigência da coluna ou não;
(g) trabalhos muito rápidos com outros mais lentos;

  • Muito cuidado na interpretação de TOR> TOM acima de 5 e rodízio.
  • Estar bem ciente de que isso vale para os esquemas definidos em termos de porcentagem de tempo nas funções de rodízio – ou seja, só vale se soubermos da regularidade.
  • Rodízio: o TOR-TOM avalia o posto de trabalho; mas existem atividades que são definidas como tendo que haver rodízio; como tem que avaliar a pessoa em alguns casos, sugerimos que faça a avaliação considerando o tempo em cada posto.

SITUAÇÕES EM QUE A REALIDADE DO TRABALHO NÃO É IGUAL TODOS OS DIAS
Dúvida: Avaliação em dias seguidos, do mesmo indivíduo, há variação; tanto das pausas, como das pausas curtíssimas; isso altera a resultante. Como caracterizar: pela média? (Exemplo, call-center)

  • C1: faria três  análises, uma para o dia típico e outra para dia apertado e outra para dia mais folgado; e a conclusão será um bom-senso consciente.

Conclusão:

  • Fazer três análises, uma para o dia típico e outra para dia apertado e outra para dia mais folgado.
  • A conclusão será um bom-senso consciente.
  • Não considerar cargas excessivas ocasionais.

SITUAÇÕES EM QUE O PRINCIPAL FATOR ESTÁ LIGADO À REALIDADE PSICOSSOCIAL
Dúvida: Segundo uma realidade de seu conhecimento, as condições de trabalho estão ajustadas, há pausas, mas continua havendo queixas. Onde o TOR-TOM prevê uma avaliação da realidade psicossocial?

Conclusão:

  • Não prevê; o TOR-TOM está relacionado à organização do trabalho e gerenciamento do processo produtivo, mas não está relacionado à verificação da realidade psicossocial da área. Os estudos de RH é que deveriam atender a essa demanda.