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18.09 A prescrição correta do trabalho tem sido uma das maiores demandas nos tempos atuais. Caso o trabalho seja prescrito de forma muito exigente o trabalhador poderá desenvolver fadiga e lesões. Caso o trabalho seja prescrito de forma muito folgada, a empresa estará perdendo em produtividade.
Os analistas de métodos e tempos e os responsáveis por estabelecer parâmetros de produtividade raramente possuem conhecimento mais profundo sobre as características e limitações dos seres humanos e fazem a prescrição considerando apenas conhecimentos esparsos, obtidos em fontes carregadas de empirismo e pouco seguras.
Muitas vezes formados com métodos tradicionais, a prescrição de trabalho geralmente vista nas empresas costuma ser a repetição de práticas sem qualquer valor científico.
A busca do ponto correto nessa equação (prescrição do trabalho considerando a capacidade e os limites do trabalhador) é o grande objetivo do MÉTODO TOR-TOM.
Ele se baseia na definição da TAXA DE OCUPAÇÃO MÁXIMA de uma determinada atividade (denominada TOM) e na adequação da Taxa de Ocupação Real (TOR) ao valor da taxa de ocupação máxima.
O que é a Taxa de Ocupação Real (TOR)?
É a porcentagem de tempo da jornada em que o trabalhador efetivamente está em atividade. Do tempo total da jornada, são abatidas as pausas regulares, pausas curtíssimas e tempo envolvido em atividades de baixa exigência ergonômica. A unidade de medida da TOR é a porcentagem da jornada de trabalho (%).
Qual é o valor da Taxa de Ocupação Máxima? (TOM)
Há um acordo na literatura sobre Tempos e Métodos que deve ser considerado um tempo de 5% da jornada para necessidades pessoais. Além disso, segundo a prescrição da Organização Internacional do Trabalho, deve ser considerada uma porcentagem de 4% como fator básico de recuperação de fadiga. Assim, num aproveitamento ótimo da mão-de-obra, teríamos uma taxa de ocupação de 91%, o que é um dos grandes objetivos das organizações em termos de alocação de carga de trabalho.
O que influencia na determinação da Taxa de Ocupação Máxima?
É claro para todos que conhecem o trabalho que a taxa de ocupação máxima não pode ser a mesma para todas as atividades. É bem conhecido que tradutores e intérpretes trabalham meia hora e descansam meia hora; também é conhecido que pessoas trabalhando em ambientes quentes trabalham meia hora e descansam meia hora. Às vezes a necessidade de pausas é até maior do que isso.
A literatura do trabalho informa que os seguintes fatores devem ser considerados na definição da taxa de ocupação: atividade fisicamente pesada, trabalho em altas temperaturas, em baixas temperaturas, carga mental, trabalho repetitivo, força dos membros superiores, desvios posturais, postura estática e esforços estáticos, movimentação de peso, dificuldades ao executar a atividade, trabalho em posição de pé com pouca movimentação ou sentado durante toda a jornada e esforço visual e vibrações em membros superiores ou em todo o corpo.
O que é o Método TOR-TOM?
Trata-se de um método de medida da taxa de ocupação real e de quantificação da taxa de ocupação máxima de determinado trabalho.
No livro, o leitor aprende o passo-a-passo de como determinar cada uma das duas variáveis.
A estimativa da TOM considera tanto os conceitos tradicionais de Tempos e Métodos quanto os modernos conceitos da Ergonomia.
A Fórmula da Taxa de Ocupação Máxima em Atividade Repetitivas
Em atividades repetitivas, a TOM é calculada pela fórmula:
TOM = 95% – FR – FF – FPM – FP - FEE – FCM
Sendo:
FR – Fator REPETITIVIDADE
FF – Fator FORÇA ao executar a tarefa
FPM – Fator PESO MOVIMENTADO
FP– Fator POSTURA do punho, ombro ou da coluna
FEE – Fator ESFORÇO ESTÁTICO
FCM – Fator CARGA MENTAL
O livro ensina a calcular cada um dos fatores acima citados, em linguagem clara, utilizando tabelas e fluxogramas. Assim, pode-se estabelecer quantos minutos da jornada o trabalhador pode executar sua atividade.
A fórmula da Taxa de Ocupação Máxima em Atividades não Repetitivas
A fórmula é:
TOM = 100% – (o maior valor apurado entre FDE; FAF; FPB )
Sendo:
FDE – Fator DISPÊNDIO ENERGÉTICO
FAF – Fator AMBIENTE FÍSICO
FPB – Fator POSTURA BÁSICA
O valor dos 3 fatores foi obtido através de estudo detalhado de tabelas de recuperação de fadiga e da experiência do autor com trabalhos pesados e em altas temperaturas; foram também consideras as tabelas propostas pela ISO quanto à vibração segmentar e de todo o corpo; e considera por fim as tabelas do Ministério do Trabalho quanto à recuperação de fadiga em ambientes frios.
O que o MÉTODO TOR-TOM pode propiciar à sua empresa?
- Segurança na prescrição do trabalho – trata-se do principal benefício. Antes do Método TOR-TOM, as áreas de Métodos e Tempos prescreviam o trabalho sem qualquer segurança de estarem considerando os fatores de exigência humana existentes no trabalho; com o Método TOR-TOM, após calcular a produtividade a ser cobrada dos trabalhadores, e antes de instituir a produtividade calculada, o analista do trabalho submete sua conclusão à avaliação pelo MÉTODO TOR-TOM. Caso a avaliação mostre um TOR-TOM equilibrado, o analista passa a contar com grau elevado de segurança de que a produção a ser cobrada está dentro da capacidade do ser humano.
- Avaliação científica da necessidade de rodízio nas tarefas – o método TOR-TOM possibilita comparar a exigência de tarefas distintas e assim definir quanto à adequação ou não desse rodízio.
- Definição científica da necessidade de pausas e de duração das mesmas – O Método TOR-TOM permite fazer uma análise detalhada de nada menos 11 fatores que podem influenciar na necessidade de pausas; e permite quantificar as mesmas durante a jornada.
- Método científico de orientação quanto às medidas de melhoria ergonômica e seu impacto em produtividade – Um resultado de Taxa de Ocupação Máxima muito baixo possibilita ao analista do trabalho e ao gerente verificarem quais são os aspectos críticos da tarefa; e lhes permite quantificar qual será o impacto de medidas de engenharia; por exemplo, se for adotada uma solução ergonômica que elimine a movimentação de peso, pode-se aumentar em quantos minutos a ocupação do trabalhador nessa atividade?.
- Método científico de certificar a atividade quanto à Ergonomia – por comprovação científica, quando a Taxa de Ocupação Real (TOR) está equilibrada com a Taxa de Ocupação Máxima (TOM), há baixíssima incidência de queixas de desconforto, dificuldade e fadiga e não há queixas capazes de ocasionar lesões ergonômicas. Assim, o uso do TOR-TOM é uma ferramenta atualíssima para assegurar que determinada condição de trabalho está ergonomicamente correta; conseqüentemente, trabalhar em condição de equilíbrio entre a TOR e a TOM representa ação técnica normal.
- Método quantitativo de avaliar a ergonomia em atividades repetitivas – o Método TOR-TOM representa uma ferramenta de valor semelhante ao critério do NIOSH para levantamento de cargas; um método objetivo, quantitativo, baseado em Ciência.
Uma avaliação científica sem necessidade de equipamentos especiais
Um dos grandes objetivos do MÉTODO TOR-TOM é propiciar uma avaliação científica, segura, porém sem qualquer equipamento especial de avaliação ergonômica. Os únicos equipamentos necessários são: gravador de vídeo, computador, trena e cronômetro.
Quem deve estudar e ter este livro?
- Analistas de Métodos e Tempos
- Engenheiros de Produção
- Chefias de áreas operacionais envolvidas na prescrição do trabalho
- Pessoal do SESMT envolvido em Ergonomia (médico do trabalho, engenheiro de segurança, técnico de segurança, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeiro do trabalho)
Acompanha este livro: Aplicativopara Cálculo do Índice TOR-TOM em Computador
Após as primeiras utilizações do MÉTODO TOR-TOM, o praticante do Método irá obter uma economia de tempo substancial transferindo os cálculos para o computador. O aplicativo em computador permite:
- Entrada dos dados com cálculo automático da Taxa de Ocupação Real
- Entrada de cada um dos fatores, com cálculo automático do impacto de cada um deles na Taxa de Ocupação Máxima
- Há fotografias indicando desvios posturais a serem considerados, permitindo ao leitor comparar a realidade do seu trabalho, tendo assim maior segurança (esta função facilita o uso do índice por pessoal não médico, abolindo a necessidade de entender termos técnicos de medicina ou cinesiologia)
- Resultados automáticos
- Interpretação automática dos resultados encontrados; o sistema possui uma lógica interna já pré-estudada, de tal forma que o praticante do método é informado quanto à classificação da condição ergonômica do trabalho, bem como quanto às principais recomendações de medidas de adequação.
- Emissão automática do relatório
- Gravação dos dados, com possibilidade de reanálises posteriores
- Retrieve de dados já gravados de outra atividade, permitindo ao analista pequenas mudanças para a nova tarefa e utilizando a função “salvar como”. Isso resulta em enorme economia de tempo ao fazer uma análise de muitas tarefas.
Como adquirir o livro MÉTODO TOR-TOM?
Atenção: Todo o conteúdo deste livro está contido no livro ÍNDICE TOR-TOM – Indicador Ergonômico da Eficácia de Pausas e Outros Mecanismos de Regulação
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FICHA DE PEDIDO DE LIVROS
Como adquirir:
Fazer ordem de pagamento (DOC) ou depósito em conta corrente em nome de ERGO EDITORA LTDA.
Bradesco – Agência 3492-4
(Benjamin Guimarães/BH)
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Itaú – Agência 3116 (BH/Getúlio Vargas)
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• Enviar o comprovante de ordem de pagamento via fax,
junto com o formulário de pedido anexo, para o número:
0 (xx) 31 3261-1172 (24 horas).
• Caso lhe seja mais conveniente, envie cheque nominal à Ergo Editora Ltda, no valor do seu pedido.
•Seu livro será enviado imediatamente, por sedex.
•Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o livro pode ser adquirido na Ergo Editora - Avenida Getúlio Vargas, 668 – Sala 1306 – horário comercial.01 a 05 ( R$ 60,00 por unidade )
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