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Informativo nº 66

Neste Número:

" MECANISMOS DE REGULAÇÃO: UM DOS GRANDES DIFERENCIAIS NA EXISTÊNCIA DA LESÃO ERGONÔMICA "

" DICAS PARA VOCÊ CONDUZIR O TREINAMENTO DE ERGONOMIA EM SUA EMPRESA "

MECANISMOS DE REGULAÇÃO: UM ASPECTO SUTIL E DE GRANDE IMPORTÂNCIA NA REALIDADE DE TRABALHO

Hudson de Araújo Couto

Uma das atividades de maior impacto biomecânico que pude ver nos últimos tempos foi a tarefa de fazer a fuselagem de uma aeronave: enquanto um trabalhador, na parte de cima da futura aeronave, em posição bastante incômoda, utilizava uma arrebitadeira pneumática para passar o rebite até a parte interna, do lado de dentro outro trabalhador estendia ambos os braços contra o alto da fuselagem e firmava um "entortador" de arrebites para cima, fazendo força, para que o mesmo se expandisse prendendo firmemente, garantindo a segurança da fuselagem. Altíssima força fazia esse trabalhador. Altíssima exigência com os braços acima do nível dos ombros. E ninguém daquelas turmas de trabalhadores desenvolvia lesão. Por que? Porque havia um terceiro em cada turma, que executava tarefa de baixíssima exigência biomecânica imediatamente após ter feito a tarefa de alta exigência. Os três, formando um time, regulavam o próprio trabalho.

Por diversas vezes na atividade de consultoria nos deparamos com situações como essa, em que o risco biomecânico da tarefa é muito alto e, paradoxalmente, encontramos uma baixa incidência de lesões ou distúrbios de músculos e ligamentos. Quando se procura a razão de tal ocorrência, geralmente nos deparamos com as seguintes explicações principais:

Fala do tipo: "eu posso regular" ou "a gente controla".

Variações na forma com que o trabalhador executa sua atividade - assim, é comum encontrar pessoas, geralmente os mais experientes que adquirem determinadas "maldades" ou "jeitos" de realizar o trabalho que praticamente os livra de lesões e distúrbios.

Flexibilidade em alguns pontos chaves, por exemplo, quando à possibilidade de se executar determinada pausa ou atividade mais leve quando a carga de trabalho está muito alta ou a sobrecarga bastante intensa.

Alguma pessoa a mais para ajudar a diminuir o impacto de tarefas de maior sobrecarga.

Outras formas de flexibilidade, especialmente quanto a horários, prazos e cobrança.

Efetivamente, temos sustentado ao longo dos anos que uma das palavras que mais parecem com Ergonomia é flexibilidade. Flexibilidade na postura no trabalho (alternância entre trabalho de pé, trabalho sentado e andando), flexibilidade com a cobrança, com os horários, com o arranjo do posto de trabalho, com as regras, horário flexível, enfim, com uma série de fatores relacionados ao ser humano nas organizações.

Este fator, flexibilidade, tem sido um dos principais ao se abordar uma pergunta feita comumente por gerentes e executivos de empresas: sempre que se tem uma sobrecarga de trabalho (seja ela física, mental ou ocasionada pelas características da própria tarefa) o trabalhador irá desenvolver uma lesão? A resposta é: depende da existência ou inexistência de mecanismos de regulação.

O que são esses mecanismos de regulação?

Denominam-se mecanismos de regulação a uma série de fatores que possibilita a retomada do equilíbrio da integridade física/cognitiva/mental ou tensional. Alguns fazem parte da própria estrutura de personalidade do trabalhador, outros estão na esfera da própria ambientação social do trabalho e outros ainda estão na esfera das relações de trabalho.

Mecanismos de regulação dependentes do próprio trabalhador

Os mais importantes são:

O perfil psicológico mais calmo, fleumático - São pessoas que, mesmo diante de dificuldades e de pressões, não se tensionam excessivamente, mantendo uma atitude mental de desprendimento em relação à possibilidade real de obtenção de um resultado; caso percebam não ser possível, simplesmente não se preocupam com o impossível.

A experiência na solução de dificuldades do trabalho - Como uma regra geral, a pessoa mais capaz sofre menos tensão e sobrecarrega menos seu sistema osteomuscular no trabalho por três motivos: primeiro porque sua condição de execução do trabalho é melhor do que a média e, por isso mesmo, sua capacidade de atender às exigências impostas pelo trabalho é melhor; segundo, porque diante de dificuldades reais ela terá melhores condições de conduzir a solução, tensionando-se menos. E terceiro porque seus movimentos são feitos seguindo um padrão gestual melhor, com menor sobrecarga das estruturas. Deve-se ainda adicionar um outro fator a explicar porque os trabalhadores mais experientes têm pouca lesão: eles sabem, bem melhor do que os novos, usar os mecanismos de regulação da própria empresa (Serviço Médico) ou mesmo aqueles externos à empresa (sindicato, fiscalização do trabalho e médicos fora da empresa).

Possibilidade de se atrasar - Quando existe essa possibilidade, o indivíduo passa a ter alguma margem de manobra ao perceber a sobrecarga, descansando e deixando para terminar o trabalho numa ocasião ou num instante em que se sinta melhor capacitado.

Experiência com a procura de outros mecanismos de regulação - um dos mais freqüentemente procurados é o Serviço Médico, onde o trabalhador consegue ser colocado em posição de trabalho de menor exigência enquanto estiver sentido os sintomas da sobrecarga.


Mecanismos de regulação dependentes da própria área ou do próprio trabalho
Os mais importantes são:

Rodízio nas tarefas- Durante o mesmo, as exigências dos grupamentos musculares ou mesmo a exigência tensional alternam-se, propiciando repouso das estruturas antes muito exigidas.

Pausas de recuperação - Durante a mesma, caso esteja fazendo trabalho manual repetitivo, o indivíduo pode aliviar a sobrecarga mecânica sobre seus tecidos; caso esteja fazendo um trabalho estático, pode possibilitar melhor circulação do sangue em seus músculos; caso esteja trabalhando de pé, pode se sentar e permitir uma melhor circulação do sangue para os músculos das pernas; caso esteja fazendo um trabalho intelectualmente muito exigente, pode descansar a mente alguns instantes. Caso esteja trabalhando numa linha de montagem, a pausa curtíssima existente após cada ciclo de trabalho pode significar a diferença entre o desenvolvimento ou não de lesões ou distúrbios. Nas pausas médias, os exercícios de distensionamento e de alongamento funcionam como facilitadores da recuperação da sobrecarga.

Possibilidade de regulação interna entre os próprios trabalhadores - trata-se de uma das melhores formas de regulação e prevenção de distúrbios, pois nessas circunstâncias, quando se sente cansado ou eventualmente no início de um dolorimento, o trabalhador solicita ao colega que faça a tarefa para ele e, nesse acerto dentro do próprio grupo, evita-se a sobrecarga.

Ambiente psicossocial favorável - Nessa circunstância, o trabalhador terá condições de referir seu cansaço e, até mesmo, de discutir eventual queixa de dor, abordando-se construtivamente a situação de sobrecarga ou tensão. Além do mais, num ambiente psicossocialmente favorável, trabalha-se mais relaxado, menos tenso.

Ambiente de apoio - Sentir apoio dos superiores ou dos colegas torna o trabalhador menos tenso, mais calmo, diante das dificuldades.

Alívio da pressão pelas chefias - Chefias capazes de amortecer as pressões exageradas vindas de níveis superiores da hierarquia certamente cumprem o papel de regulação e evitam tensões excessivas nos níveis inferiores. As chefias costumam ter consciência da distância geralmente existente entre a prescrição do trabalho e a condição para a execução do mesmo e por isso mesmo, muitas vezes, elas próprias tratam de aliviar a pressão ao ponderar o possível e o não possível, não repassando a pressão que recebem.

Existência de algum estoque - Possibilita algum distensionamento em situações de premência de entrega do trabalho.

Periodicidade da cobrança - Cobranças em curto intervalo tornam a pessoa muito tensa; cobranças em intervalos maiores dão margem maior à regulação da tensão. Linhas de produção muito apertadas e nas quais a execução da tarefa seguinte depende da realização da anterior costumam tensionar bastante devido ao curto intervalo de cobrança aplicado de forma repetitiva.

Possibilidade de mudança da posição do corpo ou do tipo de trabalho - Mudar a posição do corpo ou praticar o rodízio nas tarefas coloca em repouso o segmento corporal envolvido em esforço, propiciando distensionamento.

Mecanismos de regulação dependentes da empresa

O mais importante é o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho. Sendo inerente ao trabalho dos profissionais desse setor preservar a saúde do trabalhador, muitas vezes o mesmo denuncia situações de sobrecarga, exigências repetitivas, eliminação das pausas, carga exagerada de trabalho. E também afasta os trabalhadores da exposição exagerada quando os mesmos começam a sentir os sintomas da sobrecarga.

De certa forma, a consultoria externa em Ergonomia funciona como um mecanismo de regulação. É como se fosse uma espécie de superego, que indo à empresa periodicamente e auditando as práticas, acaba por zelar pela dissipação das tensões e sobrecargas, evitando excessos.

Mecanismos de regulação extrínsecos à empresa

São a fiscalização do trabalho e os sindicatos, que, em seu papel, irão observar de perto as práticas da empresa, coibindo abusos geradores de sobrecarga. Mais recentemente, esse papel de regulador extrínseco tem sido desenvolvido também pelos promotores de justiça, através do Ministério Público do Trabalho.

A anulação dos mecanismos de regulação e a alta incidência de DORT

Certamente um dos grandes fatores envolvidos na alta incidência de DORT nas organizações nos últimos tempos foi a gradativa eliminação dos mecanismos de regulação acima citados. Assim,

O desaparecimento das pausas e dos poros- A pausa, fundamental para manter um atleta em atividade durante toda a competição, tão necessária em atividades repetitivas para possibilitar um fluxo sangüíneo adequado aos tecidos sobrecarregados, e de importância tão destacada pelo próprio Taylor desde o início do século XX, costuma ser o maior dos tabus. Ao contrário, tem havido um movimento de intensificação da taxa de ocupação do trabalhador na função, através das técnicas de células em que o trabalhador tem que fazer mais e mais funções e, através de reedição de técnicas de cronometragem do trabalho, atualmente embutidas em kaizen irracionais, preocupados com a redução de tempos não produtivos a qualquer custo . Também o downsizing e a reengenharia contribuíram para uma plena ocupação das pessoas, com pouquíssima possibilidade de alívio da demanda neuromuscular dos movimentos e das posturas forçadas no trabalho.

Desaparecimento da possibilidade de estoque - As técnicas do just-in-time baseiam-se exatamente nisso, reduzindo-se assim a possibilidade da prática de algum alívio dado pela formação do estoque.

Anulação da representação dos trabalhadores - A prática de desestimular a participação sindical (compatível com o modelo de relações de trabalho conhecido como escola californiana) termina por gerar uma fragilidade no papel regulador desse ator social. Também compatível com tal prática é a mudança de empresas para regiões "verdes", onde o sindicato ainda é incipiente.

Diante de situações de carga de trabalho acima da capacidade operativa da mão-de-obra, ou em que o nível de tensão imposto no trabalho esteja bem acima do limite de tensão normalmente suportável pelas pessoas, a existência de mecanismos de regulação pode significar a inexistência de problemas. Sua eliminação pode ser um ponto determinante na ocorrência de lesões. E pode explicar por que em algumas áreas da empresa existe alta incidência de DORT ou de estresse, e em outras, com processo operacional semelhante, não.


DICAS PARA VOCÊ CONDUZIR TREINAMENTOS DE ERGONOMIA NA EMPRESA - PARA TRABALHO INDUSTRIAL

Hudson de Araújo Couto

A prática da Ergonomia é, essencialmente, um trabalho interdisciplinar. Nós, do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, não conseguimos, sozinhos adotar as soluções adequadas. Para uma análise ergonômica adequada e, conseqüuentemente, soluções corretas, é fundamental a participação de pelo menos mais 3 integrantes: o trabalhador experiente, o supervisor ou facilitador da área e o engenheiro ou técnico que entendam da máquina e do processo. Mas nesse ponto, para que esses outros parceiros possam dar contribuições efetivas e conduzir corretamente as soluções, é fundamental que tenham conhecimento básico de Ergonomia Aplicada ao Trabalho.

O treinamento de Ergonomia, aplicado para todos os gestores e facilitadores, para todos os engenheiros e técnicos e para todos os trabalhadores possibilita dois grandes objetivos: formar uma massa crítica sobre o assunto (fundamental para a perpetuação da Ergonomia enquanto valor naquela organização), gerar a "ergomania" (em que todos passam a estar atentos a sutilezas dos postos de trabalho, de melhorias possíveis, muitas delas simples e fáceis) e a condução adequada dos estudos de melhoria das condições de trabalho em situações mais complexas.

Como conduzir um treinamento de Ergonomia de forma eficiente?

1- O que abordar

É muito importante que o conteúdo a ser abordado seja de alta aplicabilidade para a platéia. Nesse número abordaremos o conteúdo básico para treinamentos de pessoal da área industrial das empresas.

O conteúdo é dividido em 3 etapas: (1) Mostrar as 12 situações anti-ergonômicas básicas para o ser humano no trabalho; (2) Explanar sobre os 10 princípios de uso correto do corpo; (3) Informar e esclarecer quanto aos 10 princípios da solução ergonômica.

As 12 principais situações anti-ergonômicas

São elas:

1- Fazer esforço muscular excessivo.
2- Corpo fora do eixo vertical natural.
3- De pé, parado, durante a maior parte da jornada.
4- Trabalhar com os braços acima do nível dos ombros.
5- Pequenas contrações estáticas, porém mantidas por muito tempo.
6- Sentado, em posição estática ou forçada.
7- Movimentar, carregar e levantar cargas muito pesadas.
8- Esforços longe do corpo.
9- Esforços feitos com a coluna torcida e fletida ao mesmo tempo.
10- Alta repetitividade de um mesmo padrão de movimento, sem o devido tempo de repouso.
11- Posições forçadas do punho - fletido, estendido e em desvio ulnar
12- Posições forçadas do ombro, especialmente abdução.

É importante que o treinador tenha uma boa base de biomecânica para justificar por que as situações acima são inadequadas no trabalho. Também é importante ilustrá-las com situações da própria empresa.

Os 10 Princípios de Ergonomia no Trabalho Industrial

É o passo seguinte do treinamento. A assimilação desses princípios possibilita aos engenheiros, técnicos e demais participantes do treinamento modificar o trabalho, tornando-o mais adaptado ao ser humano.

São eles:

1- Eliminar ou reduzir o esforço humano onde houver esforço excessivo.
2- Eliminar as situações de esforço muscular estático.
3- Altura adequada dos postos de trabalho, de forma que o corpo trabalhe na vertical.
4- Área de trabalho: entre ombros e púbis.
5- Objetos e comandos dentro das áreas de alcance das mãos.
6- Escolher a postura correta e possibilitar a flexibilidade postural.
7- Melhorar a alavanca do esforço, aumentando o braço de potência e diminuindo o braço de resistência.
8- Fazer o esforço com a articulação o mais próximo possível do neutro.
9- Respeitar os limites de levantamento manual de cargas (23 kg nas melhorias condições e 18 kg a partir do nível do piso).
10- Trabalhar em ritmo normal.

O instrutor também deve ilustrar esses princípios com fotografias ou vídeos, de preferência de realidades de trabalho da própria empresa ou semelhantes às dela. Em Ergonomia, a referência visual vale muito, e desperta entre os treinandos duas respostas positivas: a de perceber idéias que já tenha tido e a de perceber a possibilidade real de soluções de problemas semelhantes aos que tem atualmente.


Os 10 Princípios da Solução Ergonômica


Também é muito importante que os treinandos tenham noção clara de quando aplicar cada uma das 10 soluções ergonômicas descritas a seguir. Esse tipo de discernimento ajuda na procura da solução correta e torna o programa de melhorias ergonômicas de baixo custo, somente exigindo gastos quando realmente são necessários.

São eles:

1- Eliminação do movimento crítico ou redução da sua freqüência na jornada ou redução do tempo na posição crítica na jornada.
2- Pequenas melhorias.
3- Projeto ergonômico ou adoção de solução ergonômica conhecida.
4- Rodízio em tarefas com exigências biomecânicas diferentes.
5- Melhoria do método.
6- Melhoria na organização do trabalho (na tecnologia, no maquinário, na matéria prima, no material, no método, no meio ambiente ou na mão-de-obra - número, preparo, controle de horas trabalhadas, etc).
7- Preparação física para o trabalho, ginástica de aquecimento, de condicionamento, de distensionamento ou compensatória.
8- Orientação ao trabalhador e cobrança de práticas corretas.
9- Seleção adequada, quando as medidas anteriores não forem exeqüíveis.
10- Mecanismo de regulação, através de pausas.

2- Como abordar

O treinamento de Ergonomia para o pessoal da empresa-de qualquer nível- tem que ser, essencialmente prático, suportado por conhecimento científico básico. Assim é que deve-se registrar situações próprias da empresa, com fotografia de situações de trabalho, antes e depois de melhorias já implementadas, também usando bastante vídeo-tapes que ilustrem bem os esforços feitos de forma inadequada antes da melhoria e a nova forma de fazer os esforços, depois da melhoria.

Uma técnica bastante interessante é apresentar, durante a explanação sobre as 12 situações anti-ergonômicas básicas, vídeo-tape ou fotografias para que o próprio pessoal identifique as condições inadequadas. De preferência, esse material deve ser da própria empresa. E discutir com os treinandos sugestões quanto a melhorias.


3- Tempo necessário

Geralmente bons resultados são conseguidos em treinamentos que durem 32 horas para membros do Comitê de Ergonomia, 8 horas para engenheiros e técnicos, 4 horas para supervisores e encarregados e 3 horas para pessoal operacional em geral.

Há que se utilizar bem o tempo disponível, evitando divagações desnecessárias nesses níveis.

Ao final, é sempre importante esclarecer aos treinandos a forma como a questão ergonômica está sendo conduzida na empresa, como colaborar com os comitês existentes sobre o assunto e esclarecer que eles, trabalhadores, serão envolvidos nas análises ergonômicas específicas de suas áreas.

Por fim, é sempre útil identificar aqueles que demonstrem maior interesse e maior capacidade nesse tipo de assunto, pois poderão ser auxiliares eficazes na implantação das melhorias ergonômicas.

4- Para os Comitês de Ergonomia

No treinamento de membros dos Comitês de Ergonomia é sempre importante dar um exercício prático de análise ergonômica do trabalho, discutindo-se a soluções.

É também importante que esse grupo tenha uma noção clara dos 4 tipos de problemas ergonômicos existentes, quanto ao encaminhamento da solução:
Problema tipo 1 - Simples melhoria (ver, agir, validar e documentar).
Problema tipo 2 - De solução conhecida, exigindo algum detalhamento e dotação orçamentária.
Problema tipo 3 - A solução tem que ser amadurecida.
Problema tipo 4 - Não tem solução, geralmente compensável através dos mecanismos de regulação (rodízio em atividades diferentes, pausas ou até mesmo seleção de pessoal).

O discernimento correto em relação a esse ponto é fundamental para o encaminhamento também adequado. É importante lembrar que, tão negativo quanto não resolver um problema ergonômico, é dar uma solução intempestiva, às vezes com gastos e tendo que passar por retrabalho.

No próximo número:
Dicas para o treinamento de Ergonomia - pessoal administrativo.